Para cada mentira, uma verdade.Fatos e fontes

Em meio a um tsunami de mentiras sobre Amin, é indispensável recolocar a verdade sobre cada fato. Aqui, você encontra informações verificáveis e as fontes para conferir.

Mentira

Amin votou a favor da reforma tributária.

Verdade

Amin votou contra a reforma tributária

O senador Esperidião Amin votou contra a Reforma Tributária aprovada no plenário do Senado Federal.

Desde o início da discussão, Amin defendeu três pontos fundamentais: simplificação, centralização — com a eliminação do Conselho Federativo — e redução da carga tributária.

O terceiro ponto foi rejeitado no Plenário. A Emenda nº 806, que limitaria a carga tributária a 25%, recebeu 32 votos favoráveis e 39 contrários. Amin votou a favor da emenda, defendendo uma trava para impedir o aumento de impostos.

“A não existência desta trava, ou seja, um limite de carga tributária. Quero meu nome, ganhando ou perdendo, para deixar registrado que eu voto para colocar um ‘tampão’, ou seja, daqui não passa! Lamento os que votarem não, correm o risco pelo povo, porque quem vai pagar se a carga ultrapassar 25%, será o microempresário, serão aqueles que conseguiram alguma excepcionalidade, porque com o limite de 25% nós estamos declarando: NÃO ACEITAMOS O AUMENTO DE IMPOSTOS! E quem não pode dizer isso com esta clareza, vai ter que dar explicações! Eu não aceito que haja aumento da carga tributária e por isso votei sim!”
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Mentira

Amin vota com Lula em 58% das vezes.

Verdade

Amin não vota com Lula: votou com Flávio Bolsonaro em 93% das vezes

Dizer simplesmente que Amin ‘vota com Lula’ a partir do percentual de 58% vai além do que o indicador demonstra. Nas votações diretamente comparáveis, Amin votou igual a Flávio Bolsonaro em 93% das vezes.

A afirmação de que Esperidião Amin ‘votou 58% com o PT’ não significa que o senador tenha apoiado Lula em 58% de suas decisões no Senado.

O percentual citado por Carlos Bolsonaro é apresentado como um índice de governismo, isto é, considera votações em que o voto do parlamentar coincidiu com a orientação atribuída ao governo federal. O próprio Jornal Razão explica que o número mede quantas vezes o senador votou de acordo com a orientação do governo Lula no período analisado.

Isso não significa, porém, que cada um desses votos tenha sido um voto político de apoio a Lula ou ao PT. Uma matéria pode ter orientação favorável do governo e, ao mesmo tempo, receber votos de parlamentares da oposição e de diferentes partidos.

Quando a comparação é feita diretamente entre os votos dos próprios senadores, o resultado oferece outro dado importante.

Segundo o Vamos Cobrar Brasil, que utiliza dados oficiais do Senado, Esperidião Amin e Flávio Bolsonaro participaram de 132 votações em comum e votaram da mesma maneira em 93% delas. Amin também apresentou 93% de coincidência com Luis Carlos Heinze, Marcos Pontes e Marcos Rogério.

O mesmo levantamento mostra uma relação diferente com senadores do PT: Amin votou de forma contrária a Humberto Costa em 55% das votações comparáveis e a Rogério Carvalho em 57%.

Há ainda uma diferença metodológica importante. O próprio Vamos Cobrar Brasil informa que não calcula um índice de governismo para senadores, porque as votações do plenário do Senado não publicam de maneira padronizada a orientação oficial do governo. Por isso, a ferramenta prefere comparar diretamente o voto de um senador com o de outro.

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Mentira

Esperidião Amin é contra a Polícia Militar de Santa Catarina.

Verdade

É falso dizer que Esperidião Amin é contra a Polícia Militar de Santa Catarina

O histórico público de Amin mostra o contrário.

Quando governador, Amin sancionou medidas destinadas à estrutura da PMSC. Em 2002, seu governo destinou R$ 250 mil para a construção do Canil da Polícia Militar e R$ 150 mil para a sede do Comando de Operações Especiais da PMSC, estruturas voltadas ao policiamento ostensivo e preventivo.

No mesmo ano, Amin sancionou lei autorizando a aquisição de uma área de 8 mil metros quadrados em São Bento do Sul destinada exclusivamente à construção da sede de uma Companhia da Polícia Militar.

Já no Senado, também há registros públicos de reconhecimento à corporação. Em reunião da Comissão de Segurança Pública, em 2024, Amin se referiu à ‘nossa querida Polícia Militar de Santa Catarina’ e destacou positivamente um trabalho desenvolvido pela instituição.

Portanto, é preciso separar duas coisas: uma posição sobre uma situação determinada e a posição de um político em relação a uma instituição inteira.

Os registros oficiais não sustentam a afirmação de que Esperidião Amin seja contra a Polícia Militar de Santa Catarina. Ao contrário, documentam ações de seu governo em favor da estrutura da corporação e manifestações públicas de reconhecimento à PMSC.

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Mentira

Esperidião Amin é aliado do PT.

Verdade

É falso afirmar que Esperidião Amin é aliado do PT

Chamar Esperidião Amin de ‘aliado do PT’ não descreve esse conjunto de fatos.

Esperidião Amin é filiado ao Progressistas, não integra o PT e seu histórico político recente registra posições públicas de apoio a Jair Bolsonaro e de confronto com pautas e decisões associadas ao campo petista.

Em 2024, no plenário do Senado, Amin declarou publicamente solidariedade a Jair Bolsonaro, afirmou conhecê-lo havia 33 anos, lembrou que os dois compartilharam vida partidária e disse: ‘Eu tenho lado, estou aí’, ao justificar seu apoio ao ex-presidente.

A relação entre os dois é antiga. Durante a campanha presidencial de 2018, quando Bolsonaro se recuperava no hospital após o atentado a faca em Juiz de Fora, ele gravou uma mensagem em que mencionou Esperidião Amin e agradeceu seu apoio na aprovação do voto impresso. O episódio foi registrado à época pela imprensa catarinense e voltou a ser citado posteriormente em reportagens sobre a proximidade entre os dois.

Mais recentemente, em outubro de 2025, Amin visitou Jair Bolsonaro enquanto o ex-presidente cumpria prisão domiciliar em Brasília. Ao sair, resumiu a relação entre eles dizendo que a conversa havia sido suficiente para demonstrar que ‘eu sou amigo dele e ele é meu amigo’. O episódio foi relatado novamente em setembro de 2026 durante entrevista de Amin.

No Senado, Amin também passou a defender posições diretamente relacionadas a Bolsonaro. Em novembro de 2025, criticou o processo que levou à prisão do ex-presidente e defendeu a possibilidade constitucional de anistia. Em fevereiro de 2026, defendeu projeto de sua autoria para conceder anistia a pessoas processadas ou condenadas pelos atos de 8 de janeiro.

Os registros documentam uma relação política de décadas entre Amin e Bolsonaro, manifestações públicas de solidariedade, posições convergentes em temas relevantes e até uma visita pessoal durante o período de prisão domiciliar do ex-presidente.

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